TransJordano reduz em 75% pequenos incidentes investindo em saúde mental

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Em um setor pressionado pela falta de motoristas e pelo aumento dos riscos na estrada, a TransJordano encontrou uma resposta fora do padrão. A empresa estruturou um programa contínuo de saúde mental, segurança e valorização do motorista, que desde 2021 resultou em uma redução de 75% nos pequenos incidentes, como distrações, multas e ocorrências operacionais.

“Quando o motorista aprende a estar presente, ele dirige melhor, se comunica melhor e volta para casa”, afirma Joyce Bessa, diretora de estratégia e gestão da TransJordano.

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Primeiro, treinamento técnico e cultural

Dessa forma, todo motorista contratado passa por um processo estruturado de capacitação. São uma semana de treinamento teórico e uma semana prática, com cerca de 500 km rodados ao lado de um instrutor, para absorver não só a técnica, mas a cultura da empresa.

Esse modelo vem do transporte de produtos perigosos, onde a régua de exigência sempre foi mais alta. “A gente leva esse padrão para todas as operações. Segurança não é negociável”, diz Joyce.

Além disso, mindfulness virou ferramenta de segurança

Seja como for, desde 2021, a TransJordano implantou o programa My Full Mindedness, focado em meditação, atenção plena e saúde emocional. As atividades acontecem de forma online e envolvem motoristas e familiares.

O resultado aparece nos números. “Desde a implantação do programa, reduzimos em 75% os pequenos incidentes, como multas, distrações e ocorrências que poderiam escalar para algo maior”, diz a executiva.

As ações vão além da meditação tradicional. O programa inclui abordagens lúdicas, conversas sobre fadiga, álcool e estresse. Além da aplicação de exercícios simples de atenção plena no dia a dia, como durante atividades rotineiras.

Enquanto isso, a família entra na equação

Um dos diferenciais do modelo da TransJordano é envolver quem está fora da cabine. As lives mensais entram na casa dos motoristas. Assim, transformam segurança em assunto familiar.

“Quando a família entende onde o motorista trabalha e como ele precisa se cuidar, tudo muda”, afirma Joyce. A participação é espontânea e cria vínculos entre empresa, profissional e núcleo familiar.

Com esse ambiente, os motoristas passaram a falar mais sobre dificuldades emocionais e pessoais. O que permite intervenções antes que problemas se reflitam na estrada.

TransJordano reduz em 75% pequenos incidentes investindo em saúde mental
Mulheres representam 3% dos motoristas de caminhão na TransJordano

Mesmo com a entrada em novas operações, a TransJordano conseguiu reduzir o turnover em 2%, quando desconsiderados os movimentos naturais de expansão. “O motorista não quer só salário. Ele quer respeito e segurança”, resume Joyce.

Mulheres ganham espaço na frota

Hoje, cerca de 3% dos motoristas da TransJordano são mulheres, percentual ainda pequeno, mas em crescimento. Muitas vieram por meio de projetos-piloto desenvolvidos com clientes, que aceitaram profissionais com menor experiência em troca de treinamentos mais longos, de até 25 dias práticos.

Joyce Bessa é embaixadora do curso de formação de mulheres para o transporte rodoviário de cargas da Fabet e participa ativamente do fechamento das turmas. “Essas mulheres só precisam de oportunidade. Quando a gente treina, o resultado aparece.”

No centro de tudo, voltar para casa

No fim, a estratégia da TransJordano converge para um objetivo simples e poderoso. Ou seja, de reduzir riscos e garantir que o motorista volte para casa em segurança.

“Tecnologia ajuda, caminhão novo ajuda. Mas nada substitui uma pessoa consciente do que está fazendo”, conclui Joyce.