Veja o que entrega o Scania K340, primeiro ônibus articulado a gás vendido no Brasil

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A Scania decidiu não apenas ampliar a linha a gás, mas também atacar diretamente as operações de alta demanda. Por isso, lançou o K 340 articulado, um modelo que eleva capacidade e desempenho ao mesmo tempo. Assim, trata-se da estreia do primeiro ônibus a gás do País.

Enquanto o ônibus padron transporta cerca de 80 passageiros, o articulado alcança até 145. Dessa forma, a engenharia aumentou a potência para 340 cv e o torque para 163 mkgf. Assim, o modelo acompanha o salto no peso bruto total, que chega a 30 toneladas.

Ainda assim, a marca preserva a base técnica. O motor de 9 litros, com ciclo Otto e cinco cilindros em linha, segue como padrão. Segundo Raphael Abranches, engenheiro de produto da Scania, essa escolha não acontece por acaso. “A base do motor continua a mesma. A gente aumentou potência e torque porque o articulado exige mais, já que aumenta a capacidade de pessoas transportadas”, afirma.

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Além disso, ele reforça que o conjunto atende todo o País. “Esse trem de força já está adequado para diversas capitais. O que muda de uma operação para outra é a configuração, não a essência do produto”, explica.

Transmissão automática entra como aliada da operação

Ao mesmo tempo, a Scania assume uma decisão estratégica ao eliminar a caixa manual e adotar exclusivamente a transmissão automática. Como o transporte urbano impõe um ciclo severo de “anda e para”, o desgaste da embreagem aumenta rapidamente. Nesse sentido, a solução automática reduz manutenção e amplia a disponibilidade do veículo.

Abranches destaca que no urbano, a caixa automática faz mais sentido. “Afinal, ela evita desgaste prematuro, aumenta o intervalo de manutenção e melhora o conforto tanto para o motorista quanto para o passageiro”, diz.

Além disso, o sistema elimina trancos e trocas mal executadas. Consequentemente, o operador melhora a experiência a bordo e ainda reduz o turnover de motoristas.

Autonomia elevada e flexibilidade na medida

Ademais, outro avanço importante aparece na autonomia. O K 340 roda entre 350 e 400 quilômetros, o que o posiciona acima de várias exigências operacionais no Brasil.

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Para atingir esse número, o modelo utiliza sete cilindros de 235 litros cada. No entanto, a Scania ajusta essa configuração conforme a necessidade do cliente. Portanto, operações menos exigentes podem trabalhar com menos cilindros sem perder eficiência.

Além disso, o modelo de Goiânia traz cilindros do tipo 4, feitos com fibra de carbono e vidro. Como resultado, o sistema reduz peso em cerca de 40% em relação ao cilindro de aço presente nos caminhões.

“A gente consegue reduzir bastante o peso com o cilindro tipo 4. Isso impacta diretamente na autonomia, porque o veículo fica mais leve”, explica Abranches.

Por outro lado, essa solução só funciona porque os cilindros ficam no teto, protegidos. Assim, o ônibus consegue combinar leveza e segurança sem comprometer a operação.

Marcopolo aposta em versatilidade para ganhar eficiência

Se o chassi resolve a equação de desempenho, a Marcopolo amplia as possibilidades de operação. O modelo de 19,2 metros aposta em uma configuração que foge do convencional.

O ônibus traz seis portas, três de cada lado. Dessa forma, ele atende tanto corredores com embarque em nível quanto pontos tradicionais com acesso por degrau. Ou seja, o veículo se adapta a sistemas híbridos.

Scania K340 tem motor de 9 litros e cinco cilindros em linha de 340 cv

Segundo Alexandre Cervelin, gerente comercial da Marcopolo, essa escolha responde diretamente à realidade de algumas cidades. “Esse modelo atende operações com plataformas elevadas e também pontos convencionais. Essa versatilidade aumenta a eficiência do sistema”, afirma.

Além disso, a acessibilidade está presente. O lado esquerdo recebe plataforma para cadeirantes, enquanto o direito conta com elevador. Internamente, o espaço dedicado garante mobilidade e conforto.

Estrutura reforçada sem ganhar peso

Para instalar os cilindros no teto, a Marcopolo precisou reforçar a estrutura do veículo. No entanto, a engenharia resolveu esse desafio sem comprometer a capacidade de transporte. A fabricante utilizou aços de liga especial para equilibrar resistência e leveza. Assim, o ônibus mantém sua eficiência operacional mesmo com o reforço estrutural.

“A gente precisou reforçar a estrutura, mas não podia aumentar o peso. Então utilizamos aços especiais para compensar e manter a capacidade do veículo”, explica Cervelin.

Ao mesmo tempo, a Marcopolo mantém seu foco em conforto e ergonomia. O modelo oferece isolamento termoacústico, ar-condicionado e um posto de condução mais eficiente. Dessa forma, atende não só o passageiro, mas também o motorista e o operador.

Goiânia puxa a transformação

A estreia em Goiânia não acontece por acaso. A cidade abre espaço para um novo modelo de transporte, mais limpo e mais eficiente.

Inicialmente, o sistema recebe 8 unidades para operação e validação. No entanto, a expectativa já aponta para expansão da frota para 101 unidades até o final deste ano. Assim, o K 340 a gás entra como peça-chave nesse movimento.