A Volvo Buses inicia 2026 ampliando seu portfólio com o lançamento do B320R B100, um chassi urbano preparado para rodar com biodiesel 100%. A solução chega como alternativa de descarbonização com rápida implementação, custo reduzido e grande disponibilidade nacional de combustível. Em outras palavras, fatores que tornam o modelo estratégico para operações urbanas.
Além disso, a marca reforça que o biocombustível pode diminuir em até 90% as emissões de CO₂, dependendo da origem do insumo. Seja como for, a tecnologia já passou por ciclos de validação em caminhões e por testes específicos com operadores de ônibus, o que elevou a confiança na robustez do motor.
VEJA TAMBÉM:
Mercado de usados desacelera em janeiro com Volvo na liderança; veja a lista
Marcelo Gallao diz como a Scania traduz o caminhão que o cliente quer e precisa
Volvo projeta crescer 10% em 2026 com presença nos ônibus elétricos e rodoviários
Como funciona o motor e quais são as adaptações
Segundo o presidente da Volvo Buses, André Marques, o B320R utiliza o motor de 8 litros, o mesmo aplicado no caminhão VM. E conta com a transmissão automática voltada ao serviço urbano. Ademais, para operar com B100, a Volvo incorporou sensor de mescla, que identifica a porcentagem exata de biodiesel presente no tanque, bem como calibração que garante durabilidade e eficiência, mesmo em condições severas.
Embora o chassi seja voltado principalmente ao transporte urbano, ele também pode atuar em operações de fretamento e rotas de curta e média distância, ampliando sua aplicabilidade. Dessa forma, operadores podem reduzir emissões sem realizar grandes investimentos em infraestrutura.

B100 reduz risco operacional e depende de logística simples
Como o biodiesel é amplamente disponível e já possui cadeia consolidada no país, o modelo atende cidades que buscam soluções rápidas. Além disso, garagens de ônibus têm alto giro de abastecimento, o que reduz riscos de degradação do combustível, um ponto frequentemente citado em debates técnicos.
Sendo assim, o B320R B100 funciona especialmente bem em operações centralizadas. Ou seja, onde o abastecimento ocorre em ponto único e sob controle direto da empresa. Isso reforça sua viabilidade em municípios onde eletrificação ou gás demandariam investimentos mais altos em infraestrutura.
Mercado potencial
A chegada do B100 atende uma demanda crescente de prefeituras e operadores que buscam alternativas alinhadas às metas ESG. Como resultado, a Volvo espera forte procura de sistemas urbanos de médio e grande porte, bem como empresas que dependem de renovação de frota com orçamento limitado e operadores que desejam migrar rapidamente para combustíveis renováveis.
Embora o chassi ainda dependa de autorizações regulatórias municipais para rodar em B100, a marca afirma que já realizou testes com desempenho comprovado. E já avança nas conversas com gestores locais.
Pró-Transporte deve acelerar adoção do B100 nas cidades
Com a habilitação da Volvo no programa federal Pró-Transporte, operadores podem acessar financiamento com juros até 50% menores. Assim, o B320R B100 se posiciona como uma opção economicamente atrativa, capaz de ampliar o ritmo de renovação de frota.
A expectativa da Volvo é que, ao longo do ano, diversas licitações incluam tecnologias limpas de baixo investimento. Ou seja, contexto no qual o B100 deve ganhar participação relevante.

















