A Buzin Transportes decidiu transformar caminhões em identidade visual, cultura pop, segurança operacional e negócio de verdade. Depois de testar, dois anos e meio atrás, uma personalização tímida dos caminhões com adesivagem do Inter e Grêmio, a empresa percebeu a reação do público. O CEO, Leonardo Busin, lembra que o engajamento explodiu de imediato.
“As pessoas começaram a pedir por mais personalização. De time, personagem, banda. Então resolvi fazer”.
Desde 2023, todos os veículos novos chegam personalizados. O lote mais recente, 100 Scania G 370 GH cabine alta, segue a estratégia. Cinco deles trazem temas ligados aos maiores clubes do Brasil, um representa um time argentino e outros modelos destacam os times Corinthians, Palmeiras, Santos e São Paulo.
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Personalização virou negócio — e segurança
A estética funciona no marketing. Porém Busin destaca um uso prático. Caminhões chamativos dificultam receptação e inibem roubo. “Como um bandido vai roubar um caminhão personalizado? Todo mundo na rua vê. Diferente de um branco, que tem muitos iguais rodando”.
Ademais, a empresa complementa com telemetria, rastreamento e controle de risco. Segundo Busin, tudo soma contra tentativas criminosas e reforça gestão.
Além disso, a brincadeira virou relacionamento. O motorista vira embaixador da marca. Há orgulho, conversa em posto, foto e leveza num trabalho que costuma isolar o profissional.
“Eles passam muito tempo sozinhos. Quando alguém elogia o caminhão, já abre papo. É quase uma casa deles”, completa Busin.
Estratégia da frota: atuar em todos os setores
Seja como for, a Buzin Transportes opera em praticamente todos os segmentos, evita dependência de setores cíclicos e migra caminhões conforme demanda. Nesse sentido, a transportadora entrou no comércio eletrônico e, desde setembro, deve fechar o ano com mais de 200 baús, ampliando oferta para transferências de CDs e operações de alto volume.
O grupo mantém matriz no Rio Grande do Sul e espalhou 22 filiais pelo País. Incluindo São Paulo, Osasco, Itapecerica e Minas Gerais.
Infraestrutura e produtividade ainda travam o transporte

Ademais, Leonardo Busin lista dois entraves centrais na atual realidade do transporte rodoviário de carga. Estradas precárias e inseguras, sobretudo ao Norte e Nordeste. Assim como produtividade baixa nos embarcadores, com caminhões parados “três dias para descarregar, mais três para carregar”.
Ele reforça que o caminhão evoluiu em economia, conforto e telemetria. Porém, o Brasil impede plena performance.
Por que o Scania G 370 GH?
Se a imagem roda sozinha nas redes, a compra mira eficiência. O gerente de engenharia de aplicações da Scania, Ivanovik Marx, define o modelo como a porta de entrada do rodoviário. Mas com motor grande e comportamento de extrapesado. O 13 litros com 370 cv e 194 mkgf de torque em rotações baixas entrega força de sobra com consumo reduzido.
Quando se fala em cargas volumosas e transferência de CDs, operações típicas do comércio eletrônico, essa combinação se torna decisiva, porque o cliente depende de velocidade média alta e respostas rápidas sem desperdício de combustível.

O G 370 ainda usa transmissão automatizada Opticruise RS905, que troca marchas 45% mais rápido que a geração anterior, e eixo para rebocar até 66 toneladas técnicas. Além disso, conta com suspensão a ar e ajuste no controle remoto dentro da cabine. Isso facilita engate e desengate frequente e ainda permite monitorar carga no eixo para evitar autuações nas balanças.
Autonomia sem penalizar peso
O modelo trabalha com distância entre os eixos de 3.500 mm ou 3.600 mm, conforme estratégia do cliente. Essa escolha depende da autonomia necessária e da rota. Marx explica que tanques maiores entregam alcance. Mas agregam peso e prejudicam capacidade de carga. Portanto a Scania dimensiona o veículo caso a caso.
O lote também recebeu acessórios para reduzir arrasto em velocidades de 80–90 km/h, comuns no rodoviário. A saia lateral aerodinâmica, cada vez mais presente na linha Scania, reduz de 1% a 2% no consumo, podendo chegar a 3% dependendo da dirigibilidade.
Já os defletores de ar permanecem item de série.
Mesmo na versão de entrada do rodoviário, o G 370 repete a segurança ativa da família R. Dessa forma, o modelo entrega AEB – frenagem autônoma de emergência, LDW – alerta de permanência em faixa e airbag frontal e airbag lateral.

















