Jefferson Ferrarez, vice-presidente de vendas, marketing e serviços da Mercedes-Benz, não hesita ao responder qual configuração está mais em alta na gama Actros para rodar com implemento quatro eixo. “Hoje é o 6×2 com 480 cv. Esse é o que mais vende.” Mas segundo ele, o modelo 2553 deve assumir o protagonismo em 2026 porque o cliente já está vendo vantagens no modelo de motor mais forte. Nos últimos três meses, as vendas foram mais aquecidas para o caminhão de 530 cv.
E isso, claro, tem a ver com a relação potência e torque. Como resultado, o veículo tem gerado eficiência energética superior frente ao motor OM-460 que equipa o caminhão Actros de 480 cv.
Todavia, vale lembrar que em números absolutos, por ora, o Actros mais vendido é o 2548, de 480 cv. Ele emplacou de janeiro a novembro 1.440 unidades, ocupando a 10ª posição no ranking dos extrapesados mais vendidos. Mas é o motor OM-471 do Actros 2553 que conquistou o empresário que puxa com quarto eixo
Nesse sentido, o executivo informa que há uma diversificação dos setores que começam a aderir a motorização mais potente. Entre eles combustíveis, químicos, frigorificados e logística industrial. “Nos próximos seis meses vamos ver ainda mais essa curva ascendente para o Actros 2553 6×2 nesses segmentos com o quarto eixo”.
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O 6×4 perde terreno para o 6×2 pelo custo operacional
Mesmo em aplicações que historicamente demandavam tração 6×4, como agro e fora-de-estrada, Ferrarez diz que parte do mercado migrou para o 6×2 com 4º eixo, porque fecha melhor a conta operacional. “Independente se é de entrada ou premium, o 6×2 ganhou relevância porque fica mais barato para o operador.”
De acordo com ele, essa equação combina preço, consumo, velocidade média e confiabilidade mecânica.
Motor OM-471 traz confiabilidade como argumento de venda

Ferrarez explica que a vantagem do 530 cv vem do motor OM-471. Ele afirma que operadores com múltiplas frotas já compararam desempenho. “É o motor que não quebra, não dá pane e não para. Ou seja, é robusto”, diz Ferrarez.
Além disso, segundo o vp da Mercedes-Benz, o caminhão se mostrou tão rentável quanto os concorrentes mais tradicionais do segmento entre 5% e 10%. O que abriu espaço comercial. “Hoje estamos mais competitivos.”
Ferrarez reconhece que o 530 cv é cerca de 7% a 8% mais caro que o Actros 2548, de 480 cv. Mas afirma que quem compra “paga por entrega”. Afinal, o modelo tem mais velocidade média, gasta menos diesel e mantém previsibilidade.
Cultura do cliente muda: potência sob demanda
Embora no passado não tão distante, o modelo de 510 cv tenha sido referência histórica no extrapesado da Mercedes-Benz, Ferrarez afirma que o mercado começa a deslocar a escolha para 530 cv, quase como “caminhão padrão do quarto eixo”.

















