A JAC Caminhões inicia sua nova operação no Brasil com uma estratégia concentrada em veículos comerciais e tem no N 9.170 um dos principais produtos dessa ofensiva. O caminhão leve combina motor Cummins, transmissão Eaton, eletrônica embarcada e recursos de segurança para atender operações de distribuição urbana e regional.
Além do N 9.170, a marca estreia no mercado brasileiro com os modelos N 13.210, de 13 toneladas de PBT, A 18.290, de 18 toneladas, e A 25.290, de 25 toneladas. As primeiras unidades do N 9.170 já chegaram aos pátios da rede autorizada.
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Trem de força combina Cummins e Eaton
Sob a cabine, o N 9.170 utiliza o motor Cummins B4.0 Euro 6, desenvolvido para atender ao Proconve P8. O propulsor de quatro cilindros e 3,956 litros utiliza turbointercooler, injeção eletrônica Common Rail e sistema de pós-tratamento SCR.
O conjunto entrega 170 cv de potência e 600 Nm de torque entre 1.100 e 1.800 rpm. Dessa forma, a ampla faixa de torque favorece as respostas nas operações urbanas e pode reduzir a necessidade de trocas de marcha durante a condução.
Além disso, a JAC combina o motor com a transmissão manual Eaton ESO 6106A de seis velocidades sincronizadas. A caixa utiliza carcaça de alumínio, acionamento por cabos e engrenagens tratadas para reduzir o atrito.
A tomada de força opcional amplia as possibilidades de aplicação do caminhão, principalmente em operações que utilizam implementos específicos.
Chassi privilegia diferentes implementações

Outro ponto importante está no chassi. O N 9.170 utiliza longarinas planas de aço de alta resistência e oferece duas opções de entre-eixos, com 3.845 mm e 4.475 mm.
Assim, a configuração permite diferentes alternativas de carroceria para aplicações de distribuição e transporte regional.
O caminhão também oferece 6,3 toneladas de carga útil legal. Segundo a JAC, esse índice coloca o modelo entre as opções de maior capacidade dentro da faixa de 9 toneladas.
Além disso, o tanque de combustível de alumínio tem capacidade para 200 litros. A configuração amplia a autonomia e reduz a necessidade de paradas para abastecimento em operações de maior intensidade.
Cabine combina espaço e recursos eletrônicos
Na cabine, a JAC adotou uma arquitetura avançada do tipo bolha, com foco em visibilidade e aproveitamento do espaço interno. A estrutura utiliza aço de alta resistência e passou por desenvolvimento com ferramentas de engenharia assistida por computador.
A cabine também atende aos requisitos da norma europeia ECE R29. Já o sistema de basculamento facilita o acesso ao motor e pode agilizar intervenções de manutenção.
No interior, o N 9.170 traz ar-condicionado, vidros, espelhos e travas elétricas. O modelo ainda conta com isolamento térmico e acústico e bancos individuais.
O banco do motorista conta com suspensão pneumática, regulagem de altura e apoio de braço. Dessa maneira, a configuração busca reduzir o desgaste do condutor durante jornadas prolongadas.
O painel de instrumentos também concentra informações de operação. Entre elas estão dados de consumo, pressão do óleo, nível de Arla 32, pressão dos freios, indicação de marcha, hodômetro, horímetro e alertas de funcionamento.
Como opcional, a JAC oferece central multimídia com tela LCD, Bluetooth, navegação, rádio e alto-falantes. O equipamento também permite visualizar sensores de estacionamento e câmeras para manobras.
Segurança ganha eletrônica embarcada
Na segurança, o N 9.170 reúne sistemas eletrônicos que atuam em diferentes situações de condução. O conjunto de freios a ar incorpora ABS, EBD, controle de tração ASR, controle eletrônico de estabilidade ESC e Hill Holder.
Com esses recursos, o caminhão amplia o controle em frenagens, acelerações e partidas em rampas. A marca também oferece airbags para motorista e acompanhante como equipamento opcional.
Além disso, o modelo utiliza espelhos auxiliares frontal e lateral, faróis halógenos com assinatura DRL em LED e faróis de neblina. O para-choque de fácil reparabilidade complementa a proposta de reduzir custos em operações urbanas, nas quais pequenos impactos podem ocorrer com maior frequência.
Garantia mira custo total de operação
Por fim, a JAC oferece dois anos de garantia para o veículo completo, limitada a 200 mil quilômetros. Para o trem de força, a cobertura chega a três anos sem limite de quilometragem.
Com o N 9.170, portanto, a marca tenta entrar no mercado brasileiro de leves combinando componentes de fornecedores consolidados com uma arquitetura eletrônica mais ampla e foco na capacidade operacional.
A estratégia também coloca a JAC em um segmento no qual produtividade, disponibilidade do veículo e custo total de propriedade pesam diretamente na decisão de compra das frotas.

















