O ano de 2025 foi marcado por queda geral, incerteza econômica e gargalo de financiamento de caminhões. No entanto, conforme Jefferson Ferrarez, vice-presidente de vendas e marketing caminhões da Mercedes-Benz, a marca virou o jogo.
“Enquanto o mercado caiu 8%, crescemos mais de 11% em relação ao mesmo período do ano passado”, afirma. Segundo ele, o desempenho superou todos os concorrentes que também registraram avanço. Porém, em um ritmo menor.
Outra boa notícia é que por causa dos juros altos para financiamento, 40% das vendas totais da Mercedes-Benz tiveram pagamento à vista. Enquanto 22% das vendas ocorreram por meio do Banco Mercedes-Benz. O consórcio representou 6% dos negócios realizados.
LEIA TAMBÉM:
Mercedes-Benz Actros 2553 vai ser a estrela do 4º eixo em 2026
Eletra tem 64% da frota elétrica de ônibus operando no Brasil
Governo libera R$ 6 bi para financiar caminhões e atende indústria
Crescimento em todos os segmentos e nas exportações

Ferrarez enfatiza que o salto não veio de um nicho específico, mas de “crescimento sustentável em todos os segmentos”.
Nesse sentido, ele afirma que nos segmentos de caminhões leves e médios, a Mercedes-Benz avançou 17%. Do mesmo modo, alcançou crescimento de 15% nos semipesados e 2% nos extrapesados. Nesse sentido, somente o Actros Evolution respondeu por 4 mil unidades emplacadas até novembro. Enquanto o Axor teve 1 mil modelos comercializados.
Todavia, o executivo lembra que o segmento extrapesado foi o que mais desabou no país, com queda de quase 24%. O que reforça a leitura interna de “avanço sobre um terreno hostil”.
Além disso, Ferrarez destaca o resultado externo. A Mercedes apontou 29% de alta nas exportações, reforçando uma estratégia de presença simultânea no Brasil e na região. “Isso tem trazido bons frutos para todos nós”, resume.
Portfolio completo vira ferramenta de ataque
O vice-presidente atribui o desempenho à estratégia comercial acertada e ao portfólio renovado. Ele cita os lançamentos da Fenatran passada, menciona os novos integrantes da família e a entrada do Axor neste ano como “pacote que completa o leque de produtos e serviços mais amplos do mercado”.
2026: Fenatran e obras puxam expectativas
Por outro lado, Ferrarez reconhece que o ambiente financeiro continua adverso. “O dinheiro está caro. A Selic está alta.” Mesmo assim, ele projeta investimentos em infraestrutura, agro, mineração, logística e e-commerce.
Outra âncora será a Fenatran 2026, tradicional gatilho de vendas. “Estamos animados. Queremos que vocês façam parte dessa jornada e vivam as boas emoções com a gente.”

















