Para Geraldo Alckmin, com Move Brasil, 2026 será melhor para caminhões

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O vice-presidente da República Geraldo Alckmin demonstrou otimismo com o desempenho do mercado brasileiro de caminhões para 2026 durante a cerimônia de 90 anos do Setcesp, na noite de segunda-feira (26). Impulsionado pelo programa Move Brasil, pela retomada do crédito e pelo avanço da atividade econômica, o setor reúne condições para viver seu melhor momento, segundo avaliação do governo.

Dessa forma, de acordo com Alckmin, a combinação entre juros mais baixos, estímulo à renovação da frota, crescimento da produção agrícola e recordes no comércio exterior criam uma base sólida para a expansão da indústria de veículos comerciais. Logo, essa soma impulsiona o transporte rodoviário de cargas.

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Primeiro balanço do Move Brasil reforça confiança do governo

Logo no primeiro balanço do programa, o vice-presidente destacou a forte resposta do mercado. “Antes, as taxas de financiamento para caminhões giravam entre 22% e 24% ao ano. Agora, com o Move Brasil, os juros caíram para a faixa de 13% a 14%, com seis meses de carência e prazo de cinco anos para pagamento”, diz.

Além disso, o vice-presidente lembrou que o governo passou a oferecer 80% de garantia por meio do fundo garantidor. O que amplia o acesso ao crédito para caminhoneiros autônomos e pequenas transportadoras.

“A procura cresceu muito”, afirmou Alckmin. “Estamos financiando caminhão novo e também o seminovo, o que movimenta toda a cadeia.”

Ao incluir o seminovo, programa acelera renovação da frota

Segundo Alckmin, permitir o financiamento de caminhões seminovos foi essencial para destravar o mercado. Muitos profissionais operam veículos com mais de 10 anos de uso. Como resultado, enfrentam dificuldades para migrar diretamente para um caminhão zero-quilômetro.

Nesse contexto, o seminovo funciona como uma etapa intermediária. O caminhoneiro troca um veículo antigo por um modelo mais novo. Enquanto o seminovo abre espaço para a venda do caminhão novo na indústria.

Dessa forma, o programa avança no principal objetivo do governo. Ou seja, reduzir a idade média da frota brasileira, especialmente nos segmentos de caminhões médios e pesados.

Continuidade do programa entra no radar do governo

Atualmente, o Move Brasil conta com R$ 10 bilhões em recursos. O que define o limite operacional da iniciativa, cuja medida provisória tem validade até meados de abril. No entanto, ao ser questionado pela Transporte Mundial sobre a possibilidade de tornar o programa permanente, Alckmin reconheceu que seria importante para a renovação de frota. E afirma que o governo já discute formas de tornar o programa estruturante e permanente, mesmo que isso ocorra mais adiante.

Para Geraldo Alckmin, com Move Brasil, 2026 será melhor para caminhões
Geraldo Alckmin diz que o Move Brasil vai ajudar a destravar as vendas de caminhões em 2026

“O objetivo é renovar a frota. Sem juros mais baixos, o caminhão médio e pesado não anda”, lembrou.

Diante desse cenário, o vice-presidente avalia que o setor de caminhões reúne condições inéditas para crescer de forma consistente. Combinando política industrial, estímulo ao crédito e demanda real da economia.

Indústria forte, logística melhor e menos custos para o País

Ao analisar os impactos estruturais, Alckmin reforçou que o Brasil abriga uma das maiores indústrias de caminhões do mundo, setor estratégico para a economia nacional. Ao mesmo tempo, caminhões mais novos melhoram a eficiência logística e reduzem custos operacionais.

Além disso, veículos mais modernos emitem menos poluentes e incorporam tecnologias de segurança. O que diminui acidentes e eleva o padrão do transporte rodoviário.

Por isso, segundo o vice-presidente, o Move Brasil não beneficia apenas a indústria. “Mas toda a economia, ao reduzir o chamado Custo Brasil”.

Safra recorde e comércio exterior sustentam demanda crescente

Para Geraldo Alckmin, com Move Brasil, 2026 será melhor para caminhões
Cerimônia de 90 anos do Setcesp, com a presença de Geraldo Alckmin, ocorreu na noite de segunda-feira (26) em São Paulo

Paralelamente ao crédito mais acessível, o cenário macroeconômico reforça o otimismo do governo. A safra agrícola recorde, com crescimento de 17%, aumenta significativamente a demanda por transporte de grãos, insumos e fertilizantes. Ademais, as exportações e importações seguem em níveis históricos, pressionando a logística até os portos e corredores de escoamento.

“Temos safra recorde, exportação e importação batendo recordes. Tudo isso exige caminhão, exige transporte”, destacou Alckmin.

Setor pode vender até 6 mil caminhões a mais

Seja como for, segundo consultores do mercado, o Move Brasil pode gerar um acréscimo de até 6 mil caminhões vendidos em relação ao ano passado. Segundo Geraldo Alckmin, esse número pode até ser superado, caso o ritmo da economia se mantenha.

Assim, a expectativa do governo é que o mercado de caminhões encontre em 2026 um ambiente mais favorável do que nos últimos anos. Especialmente após um período marcado por juros elevados e crédito restrito.