Scania acelera preparo da rede para avanço da frota a gás/biometano no Brasil

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A Scania estruturou um plano contínuo de preparação da rede de concessionárias para acompanhar o avanço dos veículos a gás e biometano no Brasil. Hoje, a frota já supera 2,5 mil unidades entre caminhões e ônibus. Mas, à medida que esse volume cresce, a infraestrutura de atendimento evolui no mesmo ritmo.

Daniel Corrêa, responsável pelo desenvolvimento e preparação da rede da Scania no Brasil, explica que o trabalho vai além da simples adaptação física das casas. “A gente atua diretamente com as concessionárias, oferecendo consultoria e apoio para a expansão dos pontos de atendimento. Não só para o gás, mas também para novas tecnologias que estão chegando, como o elétrico no futuro”, afirma.

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Desde o lançamento dos primeiros modelos a gás, em 2019, a Scania adotou uma estratégia clara. Ou seja, crescer onde existe demanda real. Inicialmente, a marca concentrou esforços no Sudeste, especialmente em São Paulo. Em seguida, avançou para o Sul. Agora, amplia a presença conforme os clientes expandem suas operações pelo País.

Além disso, a conectividade dos veículos permite um monitoramento preciso. Em outras palavras, a fabricante consegue identificar onde cada caminhão ou ônibus roda. Assim, pode antecipar a necessidade de preparar novas concessionárias.

“Os veículos são conectados, então sabemos exatamente onde estão operando. Isso alimenta a nossa estratégia de preparação contínua da rede”, diz Corrêa.

Preparação técnica exige rigor e segurança

Scania acelera preparo da rede para avanço da frota a gás/biometano no Brasil
Hoje a Scania já conta com mais de 30 casas com espaço dedicado ao caminhão e ônibus gás/biometano

Ao mesmo tempo, preparar uma concessionária para atender veículos a gás exige uma série de requisitos específicos. Diferentemente do diesel, o gás demanda cuidados adicionais com segurança, ventilação e operação.

De acordo com Corrêa, a estrutura precisa incluir área isolada, ventilação adequada e espaço de quarentena para inspeção de vazamentos. “A gente pede uma área com pouca circulação, ventilação externa e um espaço separado para inspeção. Assim, o mecânico consegue verificar qualquer vazamento antes de levar o veículo ao box”, detalha.

Além disso, os boxes precisam ter identificação específica, sistema de aterramento e acesso restrito. “Só pessoas autorizadas trabalham nesses espaços. A gente evita qualquer risco desnecessário”, reforça.

Outro ponto fundamental envolve a certificação. No Brasil, o Inmetro exige auditoria e validação das estruturas. Portanto, cada concessionária precisa atender aos requisitos técnicos e operacionais para obter autorização de funcionamento.

Ferramental e treinamento especializado

Enquanto a estrutura física evolui, a qualificação da equipe também ganha prioridade. Afinal, trabalhar com gás exige conhecimento específico.

“A gente seleciona mecânicos mais experientes, que já têm familiaridade com sistemas mais complexos. Depois, eles passam por uma grade completa de treinamentos da Scania”, afirma.

Além disso, cada concessionária recebe kits de ferramentas específicos para esse tipo de tecnologia. Isso garante padronização no atendimento e evita improvisos na manutenção.

Crescimento sustentado pela confiança no gás

Scania acelera preparo da rede para avanço da frota a gás/biometano no Brasil
Com os novos ônibus articulados e programação de um bom volume de vendas, Scania expande a rede para atendimento exclusivo da tecnologia gás/biometano no País

Por outro lado, o avanço da rede acompanha um movimento maior, que é o aumento da confiança do transportador na tecnologia. Desde 2019, as vendas de veículos a gás crescem no Brasil.

Segundo Alex Nucci, diretor de vendas de soluções da Scania, com o avanço do gás e biometano em projetos espalhados pelo País, a marca vê uma virada estrutural no mercado, reforçando o protagonismo da tecnologia.

Nesse sentido, Nucci diz que a expectativa da Scania é ultrapassar a marca de 3 mil unidades entre caminhões e ônibus até o final de 2026. Vale lembrar que esse número é contabilizado desde 2019, quando a Scania introduziu o primeiro caminhão a gás no País.

Seja como for, essa expectativa não é por acaso. Ela se apoia diretamente na expansão do combustível renovável, sobretudo em regiões de forte vocação energética. Como no estado de Goiás, onde agora há iniciativas em andamento que envolvem desde a produção em aterros sanitários até a construção de gasodutos para a distribuição do combustível.

E a demanda já começa a aparecer. O município de Goiânia acaba de adquirir os primeiros oito ônibus articulados a gás/biometano da Scania. Porém, até o final deste ano, é esperada a entrega total de 101 ônibus a biometano, sendo 79 articulados e o restante Padron, com expectativa de atingir cerca de 500 chassis com a tecnologia em 2027.

A principio esses veículos serão abastecidos por meio de caminhões que levam o biometano. Porém, a projeção é em dois anos a estrutura de gasodutos esteja pronta para abastecer a frota de ônibus e de caminhões que circularem pela região.