Venda de implementos rodoviários pesados caiu e leves cresceu

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A indústria de implementos rodoviários apresentou comportamentos distintos em abril. Enquanto o segmento de reboques e semirreboques perdeu força no período, o mercado de carrocerias sobre chassis avançou e sustentou parte do desempenho do setor.

De acordo com dados da ANFIR (Associação Nacional dos Fabricantes de Implementos Rodoviários), o segmento Pesado registrou 5.535 unidades emplacadas em abril, contra 6.390 implementos em março. Isso representa retração de 13,4% no comparativo mensal.

Por outro lado, o segmento Leve seguiu trajetória oposta. Em abril, as fabricantes venderam 6.232 Carrocerias sobre chassis, ante 5.821 produtos comercializados no mês anterior. O avanço foi de 7%.

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Segundo o presidente da ANFIR, José Carlos Spricigo, o desempenho diferente entre os segmentos reflete o atual cenário econômico e logístico do País.

“O recuo do segmento Pesado pode ser um sinal de que os operadores logísticos estão cautelosos quanto aos investimentos na aquisição de reboques e semirreboques, provavelmente por terem dúvidas sobre os rumos da economia”, afirma o executivo. “Já o desempenho do segmento Leve reflete o consumo e as operações logísticas urbanas.”

Menos dias úteis impactaram os resultados

Além do ambiente econômico, a quantidade de dias úteis também influenciou diretamente os números do mês. Abril contou com 20 dias úteis, enquanto março teve 22 dias.

Na prática, a diferença reduziu o ritmo de negociações e entregas em toda a cadeia de implementos rodoviários. Dessa forma, o calendário mais curto contribuiu para desacelerar principalmente os emplacamentos do segmento Pesado, que depende de operações de maior valor agregado e ciclos de compra mais longos.

Move Brasil anima fabricantes de implementos

Apesar da desaceleração em parte do mercado, a renovação do programa Move Brasil trouxe otimismo para o setor. A nova fase do programa prevê financiamento para renovação de frota de caminhões, ônibus e implementos rodoviários destinados a transportadoras, cooperativas e caminhoneiros autônomos.

O volume de recursos disponibilizados mais que dobrou. O programa contará com R$ 21,2 bilhões, ante R$ 10 bilhões liberados anteriormente.

Para a ANFIR, a inclusão dos implementos rodoviários no programa fortalece a indústria e estimula a modernização da frota nacional.

Segundo Spricigo, a medida também contribui para ampliar a segurança no transporte rodoviário de cargas. Além de incentivar equipamentos mais modernos e eficientes nas operações logísticas.

Venda de implementos rodoviários pesados caiu e leves cresceu
Segmento de implementos rodoviários teve abril dividido entre queda e crescimento

Indústria acumula queda no primeiro quadrimestre

No acumulado do primeiro quadrimestre de 2026, a indústria de implementos rodoviários segue em retração frente ao mesmo período do ano passado. Assim, entre janeiro e abril, o setor comercializou 42.608 produtos, contra 48.004 unidades em igual intervalo de 2025. Dessa forma, a queda acumulada chegou a 11,24%.

O segmento Pesado registrou o maior recuo proporcional. Nesse sentido, os quatro primeiros meses do ano, os fabricantes emplacaram 21.267 Reboques e Semirreboques, ante 24.391 implementos no mesmo período do ano passado. A retração foi de 12,81%.

Todavia, o segmento Leve somou 21.341 Carrocerias sobre chassis no acumulado do ano, contra 23.613 unidades em 2025. Nesse caso, a queda ficou em 9,62%.

Os 5 implementos pesados mais vendidos no primeiro quadrimestre de 2026

  1. Graneleiro/Carga seca – 4.209
  2. Basculante – 3.806
  3. Baú carga geral – 3.570
  4. Porta-contêiner – 1.468
  5. Tanque – 1.087

Os 5 implementos leves mais vendidos no primeiro quadrimestre de 2026

  1. Baú alumínio/frigorífico – 9.083
  2. Baú alumínio /Carga seca – 4.545
  3. Basculante – 2.491
  4. Tanque – 1.541
  5. Betoneira – 510
    Fonte: Anfir