Os preços do diesel iniciaram fevereiro com movimento de queda e trouxeram certo alívio para caminhoneiros e frotistas. Segundo o Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL), o diesel comum registrou retração de 0,32% na primeira quinzena do mês, alcançando média nacional de R$ 6,23. Todavia, o S-10 recuou 0,16%, comercializado por R$ 6,26.
De acordo com Renato Mascarenhas, diretor de Rede de Abastecimento da Edenred Mobilidade, o comportamento indica um mercado mais ajustado. “O início de fevereiro trouxe um alívio para o bolso dos caminhoneiros. Os preços do diesel comum e S-10 apresentaram queda, influenciada por ajustes pontuais de mercado e diferenças regionais de oferta”, afirma. Ademais, ele destaca ainda que qualquer oscilação do combustível afeta diretamente toda a cadeia logística.
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Sul mantém os menores preços e Norte segue como região mais cara
As regiões brasileiras registraram comportamentos distintos. Enquanto o S-10 caiu em quase todo o País, o Nordeste destoou com leve alta de 0,16%, chegando a R$ 6,29. Para o diesel comum, Nordeste e Sudeste lideraram os aumentos regionais. Assim, ambos fecharam com aumento de 0,32%, atingindo médias de R$ 6,33 e R$ 6,21, respectivamente.
Por outro lado, o Sul consolidou a condição de região mais competitiva em preço. O diesel comum caiu 0,66% e ficou em R$ 5,98, enquanto o S-10 recuou 0,50%, chegando a R$ 6,03. Já o Norte manteve o maior custo nacional, com R$ 6,62 para o S-10 e R$ 6,74 para o comum, mesmo após quedas moderadas.
Esse comportamento regional, segundo analistas do setor, impacta diretamente negociações de frete. Do mesmo modo, afeta a competitividade das operações interestaduais, especialmente em rotas de longa distância.
Estados registram forte disparidade e mostram os extremos do preço do diesel
Na análise por estados, a diferença entre os mais baratos e os mais caros se ampliou. No diesel comum, Amapá e Acre lideraram com preço médio de R$ 7,43. Os dois estados registraram altas na quinzena, de 1,50% e 0,81%, respectivamente. No outro extremo, Paraná e Rio Grande do Sul registraram os menores valores (R$ 5,97), após quedas de 0,67% e 0,50%.
Alagoas chamou atenção como o estado com maior aumento no diesel comum (+3,29%), enquanto a Paraíba apresentou a maior redução (-3,49%).
No S-10, o Amapá novamente liderou o ranking nacional, a R$ 7,47 (+0,27%). Já o Paraná manteve o menor valor médio, a R$ 5,99. As maiores quedas ocorreram em Pernambuco e Rio Grande do Sul, ambos com redução de 0,82%.
Impacto econômico e tendências para os próximos meses
Além do alívio imediato no balanço das empresas, o recuo do diesel reforça um movimento de acomodação do mercado após um 2025 marcado por volatilidade internacional do petróleo e reajustes territoriais de oferta.
Para a Edenred, os números do IPTL (consolidados a partir de 21 mil postos credenciados e mais de 55 transações por segundo) mostram um mercado ainda sensível a dinâmica global. Mas momentaneamente estabilizado no Brasil.
A trajetória do diesel nos próximos meses dependerá de fatores como comportamento do barril de petróleo no mercado internacional; decisões da Petrobras sobre preços de refinaria; variações cambiais e oferta regional e sazonalidade da demanda do agronegócio.
Caminhoneiros e frotistas enxergam no recuo uma oportunidade de reorganizar custos. Mas seguem cautelosos diante do cenário global ainda instável.

















